Segunda-feira, Março 30, 2009
A OPA DESOPILA!
É o fim.
Mais de dois anos depois do surgimento da OPA – Onda Portuguesa no Ar – cujo objectivo era divulgar a nova música portuguesa, dou por terminado o projecto.

Muito me orgulha saber que a OPA fez a diferença não só como programa de rádio mas também como podcast. No calor da OPA outros projectos surgiram e os que já existiam viram-se forçados a fazer mais e de qualidade. Nada melhor do que a competitividade para elevar o nível. É por isso que proliferam os programas que divulgam a música nacional e nunca são demais!

O objectivo da OPA foi desde sempre ajudar a nova classe artística portuguesa. Mas para quê prosseguir quando os músicos nacionais não querem ser ajudados? Ao longo de 12 anos de carreira radiofónica tive a possibilidade de entrevistar as mais variadas figuras públicas, e curiosamente as que poderiam ter o título de “estrelas” neste universo “luso-campónio”, eram precisamente as que se mostravam acessíveis porque sabiam que eu estava ali para as fazer brilhar. O que se tem passado é que os músicos que eu sei, e todos sabem, que não irão a lado nenhum e que em muitos casos têm de pagar para tocar (não irei referir nomes) comportam-se como verdadeiros boçais no que toca a defender a sua arte. Diariamente invisto muito tempo e dinheiro no projecto OPA mas actualmente é incomportável suportar faltas de profissionalismo e até de educação pelos que se consideram secretamente “pseudo intelectuais”. E quando ouvir algum músico queixar-se do estado das coisas, vou ter de o mandar literalmente à merda, porque já dizia a minha avó, não se morde a mão que nos dá de comer!
Terça-feira, Março 24, 2009
IV SESSÃO XIV EDIÇÃO FESTIVAL MM CORROIOS
Sábado passado seria pautado pela polémica futebolística mas no Ginásio Clube de Corroios não havia dúvidas. Até ao momento, de entre as quatro sessões da edição deste ano do Festival, foi possivelmente a noite mais inspirada e equilibrada. Três bandas, uma melhor que a outra, o público em crescendo e o encerramento apoteótico com dois “encores” dos The Profilers. E assim se faz música em Portugal!



Os Hot Limousine, de Alcobaça não trouxeram a ginga, mas um profissionalismo de fazer inveja a muitos veteranos. Não negam alguma parentalidade artística com os Dapunksportiff, colectivo de Peniche, que também pertence à família do Festival de Corroios. Os muito tenrinhos Hot Limousine entraram a rasgar como gente grande ao tocar a malha “Runaway It’s Coming”. Eles avisaram, vinham ai com o poderio sonoro de uns Audioslave! Gustaf o sueco, é o mais novo e já se revela um guitarrista de mão cheia. Diogo e comparsas de jornada, vaguearam pelo recinto do espectáculo como “putos charilas” , mas em palco amadureceram tão rapidamente que a imagem de miúdos inconsequentes - com idades compreendidas entre os 15 e os 20 anos - caiu por terra!



Fato/Feto chegaram de Évora, trouxeram na bagagem - para além do Elfo Edmundo - a vitória no festival de música moderna na cidade que lhes serve de berço. Cláudio o vocalista, mesmo contra a resistência inicial dos outros elementos, assumiu desde cedo a vontade de cantar em português. Facto é que este feto se desenvolveu - desde uma maqueta muito pouco lisonjeira - até uma actuação ao vivo de tirar a respiração. É sempre rock, é sempre dor, como Matthew Bellamy dos Muse, o vocalista do colectivo alentejano arranca a coração do peito e oferece-o ao público numa bandeja de prata. Foi poesia para os nossos ouvidos!



The Profilers conhecem o palco de Corroios como ninguém. E embora não fosse surpresa que iriam encerrar, a noite do Sábado passado, em beleza, não podemos negar que um ano de estrada fez-lhes muito bem. San brilhou ainda mais do que é costume, com os seus saltos em agulha encarnados (a despertar pequenas mágoas junto dos que viram a taça da liga por um canudo). Ela foi Edith ou Duras, às vezes até Bush…Kate Bush pelo exotismo corporal em movimentos muito “Wuthering Heights”. No fim das contas The Profilers são uma mistura de tantas influências criando assim a identidade da banda, porque não há ninguém como eles. Desde a vitória do Festival de Corroios não têm parado - lutam estoicamente por um lugar ao sol mas nunca à sombra da bananeira - por certo que sacrificam a vida social e até familiar em prole de um sonho…nós agradecemos uma noite de sonho…e as que virão porque para os Profilers o céu é o limite!

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III SESSÃO XIV EDIÇÃO FESTIVAL MM CORROIOS
Os Scart, banda de Abrantes com menos de um ano de formação, inauguraram o palco do Ginásio Clube de Corroios - com Raquel vacilante e fora de tom - conquistando a confiança com o avançar dos minutos num registo muito Margo Timmins dos Cowboy Junkies. Na noite efectivamente mais concorrida da XIV Edição do Festival, o público esteve sempre com eles para o melhor e para o pior. Rock alternativo que não nega as influências da cena de Seattle dos anos 90 - surgiram das cinzas dos Doll and The Puppets - que dois anos antes chegaram à Final conquistando a terceira posição. The Scart estavam efectivamente com as fichas ligadas à corrente – nascidos na década de 70, o que justifica o vasto background musical – espelharam um rock poderoso, reflexo do que se ouviu logo ao inicio da tarde quando apenas faziam o soundcheck.



Se dissermos que os Iconoclasts são um grupo de “gaiatos” por certo que eles não levarão a mal, afinal as idades rondam os 19 anos. Inconsequentes revelam que o divertimento favorito é desenhar bigodes em imagens de J.C, sim, Jesus Cristo o próprio. Em palco parecia que estávamos no recreio do jardim escola e os miúdos divertiam-se, espalhando a rebeldia típica da idade, numa noite que não poderá receber senão nota positiva. Saltaram, subiram e desceram do palco, empoleiraram-se e gritaram no que definem como Rock Progressivo, mas aqui que ninguém nos ouve, há laivos de “Nu Metal”, fenómeno que conforme apareceu desapareceu, sendo que os únicos resistentes à altura serão os Linkin Park. Pela androginia, Pipa - uma das vocalista que se define ironicamente (ou não) como “o macho” da banda – assemelha-se a Peaches. E pela afirmação que consta no Myspace “tocar em Corroios é melhor que nos tocarmos no banho”, talvez as parecenças com a cantora canadiana de Electroclash, vão para além das questões meramente estéticas. É que também a autora de “FatherFucker” diz coisas levadas da breca.



O momento mais aguardado da noite de Sábado passado, o concerto dos Pontos Negros. A banda revelação de 2008 - já na sessão anterior tinha marcado presença - para apoiar os Golpes, que foram os cabeças de cartaz. A comunicação social continua a rasgar-lhes elogios, a rádio não se cansa de passar a sua música e mesmo assim desvalorizam o sucesso até agora conseguído, preferindo atribuir o mérito ao trabalho da editora. Cilas, revela que de alguma forma já faziam parte da família do Festival de Corroios ao trazer, qual relíquia, uma colectânea do final dos anos 90. No CD constam as bandas finalistas e o grupo de abertura é a Instituição, de um muito tenrinho Tiago Guilul, com quem os Pontos Negros cresceram. Durante a primeira actuação da banda da “Porcalhota” em Corroios, o público não arredou pé - pedindo dois encores - ao que Filipe respondeu com sarcasmo “já está fora de moda fazer encores!”. Como o povo é quem mais ordena fizeram-lhe a vontade, regressando duas vezes ao palco e ainda tocaram a pérola - “Aprendi Piano com a Olguinha” de uma demo antiga e com uma qualidade muito duvidosa - mas que ao vivo ganhou um colorido especial e o público contagiado gritou em uníssono “na na na na” enquanto chamava pela Olguinha, que só os Pontos Negros sabem quem é! Porque assim se fazem as suas canções da banda: histórias simples para comuns mortais. Mais simples que isto só mesmo a explicação que esgotaram até à exaustão para a comunicação social quando lhes perguntam “Porquê pontos negros?”, ao que respondem “então se há os White Stripes (riscas brancas)!



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Terça-feira, Março 10, 2009
II SESSÃO XIV EDIÇÃO FESTIVAL MM CORROIOS
Sábado passado o Festival de Corroios regressou à casa mãe - Ginásio Clube – local onde se reuniu a nova geração de aventureiros portugueses, os que gostam de conhecer a boa música nacional que se tem feito nos últimos tempos. Agora que os Descobrimentos e as Naus, são apenas uma miragem, ainda há quem goste de vestir as cores da bandeira - “Não entendo porque a maior parte das bandas não canta em português!”- exclamou um dos habituais seguidores do Festival de Corroios de apenas 23 anos.



Money Makers embora oriundos de Cascais mais parecia que vinham de Las Vegas; vestidos a rigor, fato completo com a lapela dourada e um chapéu a combinar. Aliás bastou vê-los entrar no ginásio ao longo da tarde - com uma considerável parafernália de fatos e instrumentos - para perceber que para eles a música não é apenas fazer boas canções. Nada é ao acaso na estética, quer visual quer musical, desta banda com perfil para grandes palcos quer em Portugal ou noutra parte do mundo. Money Makers combatem a crise com uma atitude altamente profissional, aliada a um som contagiante, próprio para o Verão, ouvindo-se algures numa esplanada. Rock com trejeitos de Ska, numa actuação sem mácula. Noutras alturas acusados de querer subornar o júri, quando atiraram réplicas de moedas ao público, desta vez não houve moedas mas sim 20 minutos bem passados. Não arriscaram como aconteceu noutros concertos, preferiram deixar o sarcasmo em casa, como diz o ditado; o seguro morreu de velho!



Puny – que não poderiam ser mais diferentes dos Money Makers – chegaram de mansinho a Corroios, caminharam discretos por entre técnicos e tocaram com a roupa de viagem. Pela pacatez estaríamos longe de imaginar o barulho que apenas “três gatos pingados” conseguiam fazer. Seguindo a velha tradição do Punk, músicas curtas e directas. Guitarras lancinantes em acordes que chegaram a magoar os ouvidos dos mais sensíveis que se perguntavam “isto é que é boa música?” ou para os que fascinados não conseguiam tirar os olhos do palco - verbalizando apenas no fim da actuação - “epá estes gajos têm de voltar!”. No final das contas arriscaram como ninguém o tinha feito, encerrando com um tema exclusivamente musical – a fazer lembrar os clássicos apoteóticos de 12 minutos mas sem direito a solos masturbatórios – antes momentos espasmódicos em que Rodrigo quase cai redondo no chão embrenhado no baixo, qual Ian Curtis com um ataque epiléptico. Introvertidos do princípio ao fim numa actuação com falhas, uma espécie de diamante em estado bruto, assim é o puro rockn’roll!



Num ano em que o Festival de Corroios presta homenagem à grande família Rock Rendez-Vouz - grande pelo número mas também riqueza incalculável que constituíram para o crescimento da música moderna nacional – entram em cena os Golpes. Se Silas (Pontos Negros) tapou os ouvidos incomodado com as loucuras experimentalistas dos Puny - que a dada altura nos transportaram a uma velha estação de comboios com as rodas a deslizarem estridentes nos carris – já com os Golpes, as manifestações foram mais positivas, não tivessem os cabeças de cartaz com um CD de estreia na forja. Os Golpes são jovens rapazes com uma maturidade desarmante. Se hoje as canções se fazem de rimas inconsequentes, estes miúdos que - por exemplo gostam do ícone da Nouvelle Vague Fraçois Truffaut - dão peso a cada palavra pois a música não é para ser feita a metro. Pela forma como se apresentam em palco, coletes e alguns folhos, chamam-nos de novos Heróis do Mar. Mas ainda ninguém se lembrou, que pelos trajes, poderiam muito bem ser os Mosqueteiros, não os três mas os quatro – Nuno, Pedro, Luís e Manuel - mais do que quererem salvar o rei como escreveu Alexandre Dumas, os Golpes salvaguardam inadvertidamente (mas nem por isso num acto menos heróico) a língua portuguesa de uma possível extinção. Já que nós por vezes a tratamos tão mal, ao menos que nos sirva de consolo o facto de “Terra” o novo disco de Mariza ser o CD mais vendido nos EUA na categoria de World Music.

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Terça-feira, Março 03, 2009
I SESSÃO XIV EDIÇÃO FESTIVAL MM CORROIOS
Por esta altura do campeonato os portugueses rendidos aos encantos do desporto rei tendem a focar os seus interesses no que se passa dentro das quatro linhas do campo. Mas há vida para além das sarrafadas futebolísticas, e ao contrário do que aconteceu Sábado no jogo que pôs frente a frente Porto e Sporting, no Festival de Música Moderna de Corroios não há “empates” para ninguém.



Os Índigo entraram em palco já passava largamente das 22horas. Vinham de Leiria e aterraram no palco da Mundet com uma sonoridade claramente Rock e a voz de Gabriel Sousa reflectindo, por vezes, a síndroma Peter Murphy. Músicos competentes em palco revelaram especial frescura com o tema “Art of Living” – nome do EP de estreia da banda – cuja toada Funky fez-nos desejar o fim do Inverno, já! O baixo do Sérgio, que brilhava ao longe pelo evidente cor-de-rosa, imprimia laivos de reggae a melodias pop. Mas nem só de tons se constrói a paleta de cores dos Índigo; eles são Groove nas teclas do Victor e na bateria irrequieta do Ricardo que esteve sempre de óculos de sol – certamente não queria ser perseguido pelas fãs do Harry Conick Jr. - é que para além das semelhanças físicas com o actor/cantor norte-americano, comungam o bom humor, segundo o “batera” dos Índigo, uma pessoa com apenas dois dentes é “bidente”. Está bem apanhada, sim senhor!



Kinds entraram em palco perto da meia noite incitados pelas batidas de João Vintém. O mote estava lançado para se fazerem ouvir músicas experimentais assentes no Rock. Por vezes a energia vibrante tomava conta do palco pelos refrões orelhudos seguidos pelo efeito “chá-lá-lá”, que não lhes tira qualquer mérito, bem pelo contrário, o público juntou as vozes em uníssono. Os elementos da banda de Lisboa rondam os 22 anos e como referencia musical não hesitaram em eleger unanimemente os “entradotes na idade” Pixies. Sobre a banda de Frank Black, o vocalista dos Kinds encolhe os ombros “É música, eu oiço música”, revelando nas entrelinhas que a boa música é intemporal. A sua voz revela versatilidade: às vezes é a doçura de Thom Yorke, noutras ocasiões é a toada new wave de Ric Ocasek. Enquanto cantava - abria bem os olhos de um verde acinzentado - como se encarasse de frente todos os demónios…porque quem canta seus males espanta!



Para finalizar, The Portugal fizeram um longo percurso do Porto até Lisboa num Micra verde metalizado e muitas aventuras na bagagem. Pelo meio do caminho muitos lisboetas com problemas de orientação! Encontrar a ponte 25 de Abril parecia a última das súplicas do grupo - que ao atravessar finalmente o rio Tejo - até pensou que era mentira. Nuno Galopim destaca-os no blog que partilha com o crítico de cinema João Lopes - sound--vision.blogspot.com – e já foram aposta da Antena 3 com o EP “Setúbal” que induz muitos de nós em erro. A banda nem se dá ao trabalho de argumentar “não me perguntes porque se chama Setúbal, podia ser outra cidade qualquer”, adianta-se o Paulo, um dos elementos fundadores do grupo. A mesma displicência apresentam em relação ao nome da banda The Portugals “porque é estúpido”, diz de forma desarmante, Manuel o vocalista. Pelo teor destas respostas podemos pensar que não se levam a sério - e é realmente difícil estarmos sisudos junto deles – mas são os primeiros a apontar as respectivas fraquezas com um enorme sentido de auto-critica. É um trabalho sério e à séria que desenvolvem afincadamente, embora - segundo dizem, sejam descredibilizados - por chegarem a um concerto com “pianinhos”. E sim, podem chegar de “pianinho” mas modo geral espalham uma energia positiva pelas melodias cativantes que se colam à pele e não deixam o talento por mãos alheias. No concerto do passado Sábado - na Mundet - sentimo-nos na sala de ensaios dos The Portugals. Ridicularizaram-se, praguejaram, pararam a meio e retomaram mas acima de tudo fizeram boa música. Depois disto tudo vocês perguntam: como é que se fez boa música? Como? Tivessem assistido à XIV edição do Festival de Corroios em vez de ficarem em casa a remoer num mau resultado no futebol ou com medo da chuva!

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Quarta-feira, Fevereiro 25, 2009
#Entrevista Lonears
Lonears é um grupo de miúdos - creio que não levarão a mal chamá-los assim - ali para os lados de Caselas mas que têm como limite, o mundo! O som é claramente anglo-saxónico com influências da nova vaga de músicos que importamos diariamente dos Estados Unidos da América; Linkin Park, Incubus ou mais recentemente os Paramore. E embora os projectos acima referidos sejam adoptados pela MTV - autêntica "junk-food" visual - o colectivo lisboeta assenta arraiais no facto de não andar no mundo da música pela fama ou pela fortuna.

O EP de estreia "Un-X-Pressed" revela quatro faixas cheias de "poder rock" e uma miúda no comando das operações, a Teresa. Ninguém diria que a voz do disco que se impõe às guitarras do Rui e do Lula é a mesma que fala comigo - tranquilamente numa conversa de café - até custa a crer que tenha começado a carreira a ensaboar-se e a fazer da embalagem do shapoo o microfone! Em boa hora foi recrutada pelo namorado e se fez a vocalista do colectivo (fazem questão de fazer sobressaír esta ideia de partilha de obrigações e responsabilidades). Lonears -Love, Fear and Pain - são as premissas que estão na génese da banda.

Preparam-se para começar a rodar o primeiro teledisco de "Out of my life" uma grande malha, orelhuda como convém para o "powerplay" radiofónico e televisivo.

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Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009
A OPA VOLTA AO FESTIVAL DE CORROIOS!
A OPA volta a colaborar pelo terceiro ano consecutivo no Festival de Música Moderna de Corroios. Não deixa de ser curioso, e há mesmo coincidências, algumas das bandas selecionadas este ano de alguma forma já eram do conhecimento da OPA. Não, eu não tenho qualquer voto na matéria sobre quem passa as eliminatórias! Eu sou a que vai a palco quebrar um bocado o gelo, no espírito da coisa faz umas entrevistas atabalhoadas (do que falar quando cerveja é a palavra de ordem? do estado do país?) mas depois compensa ao escrever umas reviews com alguma pinta. Sigam a par e passo as últimas da XIV Edição de um dos Festivais mais antigos de Portugal AQUI!

Já agora espreitem o nome das bandas que vão subir ao palco de Corroios. EU VOU...lá estar:)

1. FATO FETO (Évora)
2. HOT LIMOUSINE (Alcobaça)
3. ICONOCLASTS (Lisboa)
4. INDIGO (Leiria)
5. KINDS (Lisboa)
6. MONEY MAKERS (Lisboa)
7. PUNY (Viseu/Anadia)
8. THE SCART (Abrantes)

Suplentes:
1. ZOP (Seixal)
2. NO SWEAT (Leiria)
3. CLUNK (Lisboa)

Um pouco de História...

Este ano o Festival de Música Moderna de Corroios presta homenagem ao Rock Rendez Vous - a melhor e mais carismática sala de espectáculos portuguesa - e a Mário Guia (ex-baterista do grupo "os Ekos" dos anos 60) criador da sala do Rock Rendez Vous (1980 / 1990) e da editora Dansa do Som.

Assim no Cine-Teatro do Ginásio Clube de Corroios, durante as sessões do 14ª Festival de Corroios, estará patente uma exposição de materiais cedidos e autorizados por Mário Guia tais como: posters, fotos e artefactos alusivos ao mítico espaço onde se revelaram, através dos seus concursos de música moderna portuguesa, nomes como Mler Ife Dada, Pop dell'Arte, Sitiados, Mão Morta, Ritual Tejo, Ornatos Violeta, entre outros. Espaço onde os Heróis do Mar deram o seu primeiro concerto público e Rui Reininho se estreou à frente do GNR.

Não negamos que o exemplo do RRV nos tocou e alguns de nós estiveram mesmo, de várias formas, ligados a este espaço. Quando a sala fechou sentimos necessidade de dar continuidade ao seu trabalho de divulgação e apoio a novos nomes da música portuguesa.

O Festival de Música Moderna de Corroios tem vindo desde 1996 a afirmar-se como um dos mais importantes eventos de promoção da nova música portuguesa e a exemplo da Dansa do Som, editora do RRV, sempre editou os registos em CD das bandas vencedoras.

Fica o nosso apelo a todos para que partilhem connosco o espírito do saudoso Rock Rendez Vous e o celebrem no decurso da 14ª edição do Festival de Música Moderna de Corroios.

Sábado, Janeiro 31, 2009
#Entrevista BAR
Bar é um nome que facilmente entra no ouvido, foi pelo menos esta a explicação da Sara a vocalista da banda de Lisboa, para uma escolha que tão facilmente dá origem a equívocos. Longe de serem um grupo de miudos iludidos pela fama e pelo aparato dos videoclips da MTV, são constituidos por 5 cabeças pensantes, o que explica por vezes a luta de egos. É saudável e se assim não fosse, por certo, não teriam tanto orgulho no projecto que acarinham há mais de 4 anos.

Clemente, cujo look faria adivinhar estar numa banda Indie, revela um entusiasmo quase de criança afirmando que um tão simples acorde é executado com paixão. A Sara confessa-nos que até há pouco tempo pensava que não cantava coisa nenhuma, o que nos deixa mais aliviados pois quer dizer que ganhou juizo, basta ouvir-la para perceber que não tendo um portento de voz é eficiente no propósito de "rockenrolar".

E não se pense que as letras por serem escritas por uma mulher são piegas ou algo que o valha. Nada disso: é Rock, é transpirado, é curto e conciso. Neste momento procuram uma editora que lhes possa indicar o caminho para uma carreira onde se materialize o grande objectivo, tocar ao vivo. Num tasco ou num festival quem sabe...BAR.

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Quinta-feira, Janeiro 15, 2009
#Entrevista Skewer
Grunge Is Alive!

A crer pelas palavras dos Skewer, banda da margem sul do Tejo, que recupera este movimento com muita verdade e o tão peculiar estilo despojado. Ainda não houve a oportunidade de viajarem até à chuvosa cidade norte-americana, mas segundo confidencaram, Seattle é mais do que estar lá, é um estado de espírito...e espirito é o que não falta a estes três elementos que mantém as cabeças bem arrumadas.

Porta estandarte do movimento grunge, Kurt Cobain, é referenciado apenas como um elemento criativo e cuja genialidade ficará para a história com o mítico "NeverMind" mas Valério, Rui e Igor estão bem longe de lhe seguir os passos, passos que encaminharam o eterno vocalista dos Nirvana para um final pouco feliz.

Os Skewer continuam a apresentar o EP "Whatever", onde destacam alguns concertos memoráveis onde o público sedento cantava as letras de uma ponta a outra. Revelam a surpresa, mas são assim os resultados de quem se expõe nas malhas da Internet. Este primeiro registo está à venda em versão digital em várias lojas de renome, da qual se destaca a FNAC.

Agora os esforços estão concentrados num só sentido, a gravação do primeiro longa duração e o apoio de uma editora para o lançamento. Estes jovens que curiosamente respiram grunge em pleno 2009, fazem lembrar - alheios à estética vigente - os "heavies" nos anos 90. Não deixa de ser intrigante que quando bandas como SoundGarden ou Pearl Jam estavam no auge Igor e Rui davam os primeiros passos na escola, o que leva a crer que o grunge continua a conquistar fans. E os Skewer também vão amealhando seguidores, porque "grão a grão enche a galinha o papo" e o colectivo do Barreiro não tem pressa de conseguir o tão marecido reconhecimento. E sim, ao contrário de Kurt Cobain, terão direito ao seu final feliz!

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Terça-feira, Dezembro 02, 2008
#Entrevista Noiserv
2008 foi o ano de viragem para Noiserv, o projecto a solo de David, que nunca se imaginou nesta aventura musical sozinho. Acolhido pela editora Merzebau, Noiserv, apresenta-nos desde o primeiro instante coerência, inclusivé no domínio da voz e dos vários instrumentos que manuseia.

Continua na promoção do CD de estreia "One Hundred Miles From Thoughtlessness" que conta com o design de Diana, a prima do Noiserv. Quase se pode dizer deste projecto ser um negócio de família, afinal de contas, o pai do músico assegura-lhe o som nos espectáculos ao vivo e a mãe e o mano mais novo fazem questão de estar na primeira fila a aplaudir.

Sem negar referências como Pearl Jam (há realmente algumas semelhanças vocais) ou Radiohead prefere focar-se num rumo próprio. Debatendo-se com questões existenciais que são o cerne das suas composições, enquanto tiver algo para dizer é certo que o veremos na música. A inovar e a crescer enquanto músico, cantor e performer, de há dois anos a esta parte, há uma evidente evolução que David reconhece. De qualquer forma mantém a humildade porque sabe que muito mais há a fazer para chegar à tão ambicionada perfeição.

Surpreendido com a boa receptividade do CD de estreia, facto é, que o público se rende à intimidade desta tour que tem percorrido o país todo. Onde quer que o queiram , Noiserv far-se-à ouvir!


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Terça-feira, Novembro 18, 2008
#Entrevista Abztraqt Sir Q
AbztraQt Sir Q são de Lisboa mas o céu é o limite. O som que fazem, dizem, é algo que nunca ouviram. E a generalidade das pessoas dificilmente se cruza com uma banda cuja originalidade esteja à frente de tudo o resto. A abordagem à música e a forma invulgar como a vocalista se expressa confere ao projecto um cariz indecifrável. Não apreciam etiquetas mas sabem o percurso a seguir, por mais espinhoso que seja, prometem não desistir.
AbztraQt Sir Q não encontrarão espaço na rádio com facilidade mas a grande prioridade é tocar ao vivo, mas para além de Lisboa, tem sido dificil agendar datas.

"Qorn Pop Garden" é o CD que os lança na selvática industria discográfica. É um trabalho, resultado do esforço e dedicação, dos 4 elementos que constituem o colectivo, que têm vidas paralelas à música. Adultos, talvez à força, mantém os seus trabalhos de dia mas durante a noite renova-se o sonho de fazer do espectáculo uma estranha forma de vida.

Exigentes com eles próprios e uns com os outros, os AbztraQt Sir Q, são tudo menos uma banda pacífica em todo o processo criativo. Cada cabeça sua sentença e ninguém se resigna às demandas de um qualquer líder. Talvez este seja o segredo de um trabalho tão profissional mas que Portugal - este país imaturo - terá dificuldade em compreender. É por isso que as experiências no estrangeiro têm sido muito frutíferas. E eu acredito que este ano serão "forçados" a viajar de avião mais vezes. Só espero que não queiram todos os lugares à janela, senão, "nem o pai morre, nem nós almoçamos".

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Segunda-feira, Novembro 10, 2008
#Entrevista Teresa Gabriel
A Teresa é uma artista errante. Não assenta arraiais em nenhum local em particular. Quem a quer ver é a partilhar experiências e a conhecer novas culturas tendo como veículo principal, a música.

Tem 26 anos e é hoje mais rebelde do que quando tinha 22 anos. Os pais dirão que "não tem melhoras nenhumas" e eu não consigo imaginá-la com um padrão de vida convencional. Porque cada um é para o que nasce e a Teresa Gabriel é a mulher que espalha boa vontade, interajuda e não se deixa vencer pelas dificuldades que um viajante do mundo se depara.

Acessivel, parece fixar-nos a alma quando simplesmente nos olha nos olhos. É uma sensação surreal, confesso. Quase receamos que nos leia os pensamentos mas depois de nos dizer que foi em Espanha que sentiu pela primeira vez "a terra a respirar", percebemos que recusa a superficialidade e é por isso que nos faz sentir especiais.

Material para um segundo disco não lhe falta mesmo assim insiste que ainda não está no ponto "ótimo" para o fazer. Prefere aperfeiçoar a sua técnica vocal com aulas de canto lírico. Também evoluiu enquanto guitarrista e não gosta que lhe digam que "para rapariga até toca bem". Sim, toca muitíssimo bem, uma voz de anjo (não fosse o sobrenome Gabriel) tem uma presença magnética. Quando tocou na Crew Hassan (onde já faz parte da mobília) todos os olhos se focaram nela pois é impossivel ficar indiferente às suas boas vibrações. E é sempre assim, por onde quer que passe, aqui ou no Japão.


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Domingo, Novembro 02, 2008
#Entrevista Anaquim
J. Rebola não tem mãos a medir no que a música diz respeito. Envolvido em mil e um projectos pode aplicar-se o princípio "quem corre por gosto não cansa".

Intrega The Cynicals - que fez estragos em quase todos os concursos por onde passou - onde se destacam a ironia, o cinismo e até o arrojo numa imagem e linguagem que não ficam ao acaso.

J. Rebola é um músico profissional e diz quem o conheceu que em estúdio é extremamente eficiênte. Não será por acaso que é professor de música!

"Prólogo" é o EP de estreia do projecto Anaquim onde J. está praticamente a solo. E praticamente porque é importante referir algumas colaborações que se farão sentir na versão "ao vivo" deste trabalho que foi muito bem recebido pelas rádios.

A voz de Rebola não é a melhor do mundo mas serve bem o propósito de Anaquim. Temas simples, de fácil adicção, refrões que se colam ao ouvido e usando a língua portuguesa como uma mais valia. Ninguém sabe se este projecto será para durar mas é pelo menos mais um acrescento à música nacional e um importante contributo para que as novas bandas deixem de ter vergonha da língua de camões.


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Terça-feira, Outubro 28, 2008
#14
Dona Maria - Vinho do Porto
Rosa negra - Vou Dar de Beber à Dor
Teresa Salgueiro - A Banda
J.P. Simões - Só Mais um Samba
Maria João e Mário Laginha - BlackBird
Hipnotica
Joana Rios - Estelar
New Connection - Lollipop
Mler If Dada - Passerele
BadLovers and Isterika Iberika
Rita RedShoes - Once I Found You
Paulo Praça e Ana Deus - A Princesa Que Não Queria Ser Salva

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Quinta-feira, Outubro 23, 2008
#13
Sam, The Kid - Playback
Mesa - Senhor Extra-Terrestre
CindyKat - Fix My Phaser
CTC - Shine On
Post it - Glamorama
Loto - Back to Discos
Megafone - Aboio
MAW - 2Night
Million Dollar Lips - Round
The Gift - Nowadays (Mix)
Ultimate Architects - Easy Scars(Remix)

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Quarta-feira, Outubro 08, 2008
#12
Moycan - Lady in the Cafe
TT com Nuno Guerreiro - Vem Cá
Room74
Ana Free - In my Place
2008 - Acordes com Arroz
Os Pontos Negros - Canção da Lili
The Hypers - The voice of the broken Generation
David Fonseca - Kiss me, oh Kiss me
Rita RedShoes - Choose love
Lucia Moniz e Nuno Bettencourt - Try Again
Squeeze Theeze Pleeze - Ode to a Child
The Gift - My lovely Mirror
Peixe:Avião - Atiro ao Alvo
Wordsong - Cérebro por fora: Psucho Killer

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Domingo, Setembro 28, 2008
#11
Anne Love Joy - Lisbon Lights
Coldfinfer - Dragon Fly
Norton - Frames of Yourself
Lollipop Boy - Dive
MicroAudioWaves - Curl Like a Cannonboal
Hipnotica - Soulrise
Eugénia Melo e Castro - Terra de Mel
Casino Royal - Now That I am Blond
Chauffeur Navarrus - A12
T3+Uns - 6 Dias
The Zoeys - TRippin The Fire
Loja das Conveniências - Fim do Relógio

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Terça-feira, Setembro 16, 2008
#10
Emmy Curl - Tell me
Shannen Macleason - Hammer
Teresa Gabriel - Balance
Suricata - DEsculpas
Ornatos Violeta - Mata-me Outra Vez
Azevedo Silva - Palavras de Ninguém
Blasted Mechanism e Daleame - Hand Full of Nothing
Daweasel - Essencia
Zen - Never Gonna Give Up
Sam The Kid - Sedução
1 Uik Project - Dá-me Lume
Beat of Gaia
Amalia Revisited
Claud - Prantozinho

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Segunda-feira, Setembro 08, 2008
#9
Rosa Negra - Novo Fado da Severa
Danças Ocultas - Siroco
Xaile - Roda da Alegria
M. João e M. Laginha - Pés no Chão
Vicious Five - Five Coffee Helps
Peste e Sida - Pensar Muito Faz Mal; Fado do Estudante
Os Pontos Negros - Aprendi Piano
Tape Loading Error - Today
One Time Child - Ganza na Areia
Lullabye - Confessions
Deolinda - Fon Fon Fon
Ana Moura - Fado da Procura
Blind Zero - Can't Hold You Down
Civic - BreakFall
Parkinson - Alright

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Terça-feira, Agosto 26, 2008
#8
Rose Blanket - Rosinha
Projecto Fuga - Brisa (Infinito)
Tambor - A Tua Falta
Ovo + Melo D - Dá-me Carinho
Viviane - Estes Dias Sem Ti
Rodrigo Leão - Café dos Emigrantes
Mesa - Estrela Cadente
Mike Bamble - Radio
Fingertips - Move Faster
Eye - Dream Again
Genius Loki - Heart Attack
Spelling Nadja
JigSaw - Letters from the Boatman
Guys From The Caravan - Adam
Corsage - Wedding By The Mall
Sean Rilley - Moving On

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Sexta-feira, Agosto 15, 2008
#7
Aurea - Okay Alright
Skalibans - Sunshine
Los Tomatos - Ganda FlasMan
Funky Messengers - Cheira a Funky
Kumpania Algazarra - Just One Step
Primitive Reason - Camino
Zedisaneonlight - Give You My Love
Afonsinhos do Condado - Leva-me Contigo
Daweasel - Toque Toque
CTC - Chiclete
Woman in Panic
Paranormal Attack - My Beats Gonna Rock You
U-Clic - ICI in Disneyland
Million Dollar Lips - Round

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Quarta-feira, Julho 30, 2008
A OPA DE RÉDEA "CURTA"!


Na verdade esta curta metragem nada tem a ver com a OPA, a não ser o facto de ter escolhido um grupo português como banda sonora, de resto, é apenas uma ideia levada a cabo por mim e pela Elisabet Casabón(voluntária em Corroios na área do audiovisual), antes de partir para a sua cidade Natal, Barcelona. Pode ser que esta curta nos leva às duas a qualquer lado, que ganhemos asas para voar algures onde o futuro não seja um buraco pintado a cores negras, antes, "amarELAS".
Terça-feira, Julho 22, 2008
OPA NO FMM CORROIOS - YSGA


YSGA um dos cabeças de cartaz da XIII Edição do Festival de Música Moderna de Corroios. Na altura o concerto assentava no disco de estreia, registo vibrante com malhas punk “She’ll Turn Us All On” ou o single de apresentação com grande um brutal “powerplay” na rádio portuguesa “Like When I Was 17”. Malhas rápidas, directas, com coros orelhudos e rifs contagiantes. O Rock é isso mesmo!

Participaram no Festival de Corroios mas nunca chegaram, e segundo as palavras do vocalista Pedro Gabriel “A ganhar nada”, facto é que anos mais tarde são convidados para integrar o cartaz do concurso, “a ganhar” e se calhar nada mal! São as ironias do destino…

“Emocional Cocktail” é o segundo trabalho e segue a linha coerente do CD anterior, embora com faixas menos rápidas, mas sem descaracterizar a sonoridade do colectivo de Lisboa. Não deixa de ser estranho que consigam ser tão eficazes em disco e ao vivo - com uma atitude altamente profissional – sem que se note elos emocionais entre os vários elementos. Cada um viaja no seu próprio “cocktail emocional” e talvez por isso, eu enquanto apreciadora da música dos YSGA receie que este disco marque o princípio do fim.

A sintonia é o que faz uma banda e embora sejam bons executantes, quando nos camarins as relações não funcionam de feição é capaz de se caminhar a passos largos para o abismo. Vejamos o caso dos Sex Pistols (para o melhor e para o pior). Espero que na Tour deste novo trabalho tenham tempo de recuperar o fôlego que traduz a paixão que têm pela música e que ponham para trás das costas as politiquices mercantis.

A outra diz "cantarei até que voz me dôa". Espero que vocês toquem até que vos sangrem os dedos...

Quarta-feira, Julho 16, 2008
LENA D'ÁGUA

Uma necessidade inexplicável de recuperar esta entrevista - que já antes esteve em destaque na OPA - apoderou-se de mim. Uma conversa intemporal há mais de um ano, que pelo actual rumo dos acontecimentos faz todo o sentido retomar.

Atenção! Não há nesta missiva qualquer sentimento de pena, ela não precisa disso para nada, trata-se apenas de fazer justiça a um dos nomes revelantes da pop nacional dos anos 80, Lena D´Água.

Temos o péssimo hábito de tratar mal a nossa história, seja em que âmbito for. Há mais para além das aventuras exacerbadas dos "Lusíadas" que aprendemos na Escola. As mulheres, em especial, são bastante ignoradas quando têm um papel predominante neste pequeno país que mantem (sem saber) um machismo mascarado.

A Lena continua a cantar e melhor do que nunca, então porque as rádios insistem em passar a versão "martelada" de "sempre que o amor me quiser" dos 80s, em vez de apostarem na recente gravação jazzy que fez no Hot Club de Lisboa deste e muitos outros temas impares da nossa música, incluidos no CD "Sempre"?

A pergunta fica lançada. As respostas podem ser muitas, mas não nos apetece estar a discutir o sexo dos anjos, mastigar o que está mais do que pronto para ser deglutido.

A música que a Lena faz neste momento merece um ouvido atento e não é fruto de um producto pré-feito e refeito para ouvidos preguiçosos.

Quando li que a senhora Águas vai deixar de gravar, visto que o mercado lhe parece ter virado as costas, da minha parte instintivamente sabia que tinha de fazer algo.

Este é o meu contributo. Não deixem que ela se cale para "Sempre"!

Segunda-feira, Julho 07, 2008
ANA MOURA
A crítica e o público não lhe poupam elogios. “Para além da saudade” editado em 2007 fê-la viajar por todo o mundo – constando na lista dos melhores CDs da música portuguesa lançados o ano passado – levou ainda para casa, em Maio passado, o galardão de melhor interprete na III Gala Amália Rodrigues.

A jovem fadista de 28 anos continua humilde com um sentido de orientação muito bem traçada. Mentor desde o primeiro momento, Jorge Fernando (com mais de 30 anos de carreira) – considerado o menino de Ouro de Amália – mantém-se firme ao lado de Ana Moura conferindo-lhe um registo único e inimitável. Fado rejuvenescido em letras contemporâneas e um frescor contagiante na linha melodia das suas canções.

Após tantos palcos pisados, a cantora não dispensa o contacto com os fadistas históricos, que ainda cantam nas casas de Fado dos bairros típicos da capital. Embora tenha começado por cantar no Sr. Vinho de Maria da Fé (outra das mentoras), actualmente dá um pulinho até à Casa de Linhares, junto à Casa dos Bicos, porque foi assim que tudo se começou a desenhar na sua carreira. Usando as suas palavras, precisa de sentir “a quentura do público”. Gosta de descobrir a tradição na voz e nas palavras que ajudaram a transformar o Fado na canção de Portugal, levando assim a nova geração a querer redescobrir as raízes nacionais.

Sexta-feira, Junho 27, 2008
ALF
ALF dão primazia à palavra. Orgulham-se da língua e têm prazer na sua articulação. ALF não são de outro mundo,antes terrenos e poetas. Será possivel juntar os dois conceitos? ALF olha o mercado musical português nos olhos e junta-se a outros projectos na criação do MAR, por outro lado, deixam que as palavras construam um puzzle que só a banda compreende. Em poucas linhas este é o planeta ALF...
Quarta-feira, Junho 18, 2008
#6
The Room74 - We Can Change The World
YSGA - She Turn Us All
The Last Lesbian Show - Tokyo, Copacabana
Projecto Fuga com Celina da piedade - Valsa do Vento
Amélia Muge - O Que vê o Meu Olhar
Carlos Maria Trindade - Deep Travel
Adelaide ferreira - Baby Suicida
Gabriela Chaaf - Homem Muito Brasa
Maria João e Mário Laginha - BlackBird
Patricia Vasconcelos - Se o Amor Fosse Só Isto
Maria de Medeiros - A Little More Blue
The Profilers
Mariza - Rosa Branca
AnaBela - A Baleia Azul

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Sexta-feira, Junho 13, 2008
#5
Viviane - Meu Coração Abandonado
Rodrigo Leão - Memórias
A Naifa - Calças Vermelhas
Corvos - Contentores
Dead Combo - Mr. Leone
Joel Xavier - Nostalgia
Sam The Kid - Estranha Forma de Vida
JC Loops Feat. Ana Laíns - Povo Que Lavas No Rio
Composto de Mudança - Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades
Tiago Bettencourt - Canção Simples
Lobo - Esta Canção
Ornatos Violeta - Dez Lamúrias por Gole
Nuno Prata - Eu Não Sou Um Fantasma
Icon - Learpholl
Shannen Macleason - Flying'Angel


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Terça-feira, Junho 03, 2008
#4
Kumpania Algazzarra - Gipsie Raggae
TerraKota - WaterFireBurn
Primitive Reason - Viaje Al Oeste
Mesa - Boca do Mundo
Marco Medeiros - Sem Rasto
Susana Felix - Mais Olhos Que Barriga
Xutos e Pontapés - Circo de Feras
UHF - Cavalos de Corrida
GNR - Portugal na CEE

Daweasel - Toque Toque
Manif3stos
Expensive Soul - Brilho

O Nome dos Vencedores do Passatempo UHF:

- Porfírio Evangelista (Guarda)
- Paulo Almeida (Lisboa)

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Quinta-feira, Maio 29, 2008
#3
Mandrágora - Ervamoura
Norberto Lobo - Laura
Tucanas - Kazzoo
Perfume e Rui Veloso - Intervalo
Klepht - Por uma Noite
Tambor - A Tua Falta
Raquel Tavares - Sofrendo da Alma
Madredeus - Oxalá
Ana Moura - Até ao Fim do Fim
Lena D'Água - Do Fundo dos Teus Olhos de água
Mafalda Scchetti - Imprevisivel
JP Simões - 1970 (Retrato)
Jorge Palma e Censurados - Jeremias, o Fora da Lei
Censurados - O que Faz Falta

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Quarta-feira, Maio 21, 2008
#2

Rita RedShoes - Choose Love
Sara Tavares - Eu Sei
Azevedo Silva - Die Mauer

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Orangotang - Decide
Blind Zero - Can't Hold You Down
Linda Martini - Amor Combate

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FadoMorse - Caxemira
Bad Lovers and Isteria Iberica - Lisboa
New Conection - Window Dummies

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Peixe Avião - Mar Carpelo
Ekta Moai - Dinâmo
Black Soffa - Soul Queen

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Desbundixie - Ana's Sweet
Lost Gorbatcheves - ...

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